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  • Foto do escritorLuís Fragetti

Vacina BCG

Atualizado: 15 de set. de 2022


A Vacina BCG não oferece eficácia de 100%, mas previne a Tuberculose, como a tuberculose pulmonar, bem como como na sua aplicação em massa, permite a prevenção de formas graves da doença Tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada), cujas incidências aumentam em crianças. No Brasil, quase não são mais registradas essas formas graves da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos países onde a tuberculose é frequente e a vacina integra o programa de vacinação infantil, previnem-se mais de 40 mil casos anuais de meningite tuberculosa. Impacto como este depende de alta cobertura vacinal, razão pela qual é tão importante que toda criança receba a vacina BCG. O Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde recomenda a vacinação universal das crianças contra a tuberculose, podendo ser tomada por crianças com sorologia positiva de HIV que não apresentem sintomas, ou filhos de mulheres soropositivas assintomáticos. Pode ser aplicada simultaneamente com a vacina contra a hepatite B.


A vacina é produzida com a utilização do Bacilo atenuado de Calmette-Guérin (BCG), obtido pela atenuação de uma das bactérias que causam a tuberculose bovina (Mycobacterium bovis). Fazem parte de sua composição o glutamato de sódio e a solução fisiológica.


A vacina BCG é indicada de rotina a partir do nascimento até os 5 anos de idade, podendo também ser para pessoas de qualquer idade que convivem com portadores de hanseníase (lepra) e para estrangeiros ainda não vacinados e que estejam de mudança para o Brasil.


Constitui contraindicação o seu uso em pessoas imunodeprimidas e recém-nascidos de mães que usaram medicamentos que possam causar imunodepressão do feto durante a gestação.


Em prematuros, há a contraindicação da BCG até que atinjam no mínimo 2 kg de peso.


A BCG se aplica em dose única, por via intradérmica, na região deltoide. Pode ou não deixar cicatriz, sendo que em casos onde não se observa a cicatriz, pode-se pensar que a criança não respondeu à vacina devido à falha vacinal, fato que ocorre em cerca de 5% dos vacinados ou ainda que tenha havido resposta, porém com lesão discreta sob a pele, tornando difícil a identificação.


A conduta quando não houver formação de cicatriz, confirmada por profissional da saúde experiente (falha vacinal) deve ser a aplicação de uma nova dose, seis meses após a primeira.


A vacinação BCG pode determinar eventos adversos, excetuando-se a cicatriz característica, com até 1 cm de diâmetro, no local em que foi aplicada – como rotina, no braço direito. A resposta à vacina demora 12 semanas, podendo se prolongar por até 24 semanas, e começa com mancha vermelha no local da aplicação, evoluindo para úlcera, que produz secreção, seguida de cicatrização.


São considerados eventos adversos: úlceras com mais de 1 cm ou que demoram muito a cicatrizar; gânglios (surgem em cerca de 10% dos vacinados) e ou abscessos na pele e nas axilas e a disseminação do bacilo da vacina pelo corpo, causando lesões em diferentes órgãos.


A Vacina BCG pode ser encontrada nas Unidades Básicas de Saúde e Clínicas Privadas de vacinação.

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