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Febre Amarela: o estado de risco

  • Foto do escritor: Luís Fragetti
    Luís Fragetti
  • 21 de fev. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de set. de 2022


A febre amarela em pouco tempo, entre 2016 e 2018, se tornou uma das preocupações para a população. Em 2018 o estado de São Paulo passou a ser classificado como região endêmica para a doença, sendo classificado como área de risco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).


Faz-se necessário vacinar a população sob ameaça, contra a FEBRE AMARELA, respeitando-se protocolos de precisas recomendações.


Como não há tratamento específico visando o Vírus (droga antiviral), somente resta estabelecer prevenção, utilizando vacina que imunize contra o vírus em pauta.


No que tange ao fator de eficiência a vacina disponível contra a febre amarela é extremamente eficaz e economicamente acessível.

A vacina fornece uma imunidade eficaz no prazo de 30 dias entre 95 a 99% das pessoas vacinadas.


Uma dose única é suficiente para conferir imunidade sustentada e proteção definitiva para toda a vida contra a Febre Amarela, não sendo necessário realizar dose de reforço dessa vacina conforme orientação existente desde 2014.


A vacina apresenta grau de excelência ao se mensurar o número de partículas virais por unidade-volume, já que para ser eficaz, deveria conter e contém o número mínimo de 1.000 UFP (Unidades Formadoras de Placas do inglês Plaque-Forming Unit, PFU).


Em anos recentes houve surtos de Febre Amarela, em 2016, em Angola e Congo, ocasião em que se testou a utilização da dose fracionada da vacina, ou seja, ao invés de se aplicar 0,5ml (dose padrão), aplicou-se 0,1ml (dose fracionada).  


A necessidade de se aplicar dose fracionada recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e risco de epidemia de febre amarela silvestre vem a ser estratégia emergencial para uma população com elevado índice populacional e que não tinha recomendação de risco para indicar vacinação anteriormente. A necessidade de fracionar adveio pois, do fato de que na epidemia estabelecida em Angola e Congo, as vacinas disponíveis para atender à população de 30 milhões de angolanos, e logo em seguida, de mais 10 milhões de habitantes no Congo, não era numericamente suficiente.


Já se passaram quase dois anos e o acompanhamento dessas pessoas que receberam a dose fracionada demonstra que os indivíduos que utilizaram a dose fracionada são capazes de exibir resposta imune similar à de quem recebe a dose padrão.


Um outro fato que corrobora a eficiência da dose fracionada é fundamentado em um estudo com 315 pessoas, realizado pelo instituto Manguinhos, concluindo que, passados oito anos desde que foram vacinadas essas pessoas, com a dose de 0,1ml, ainda apresentavam anticorpos contra febre amarela no organismo em valores capazes de conferir proteção.

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