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  • Foto do escritorLuís Fragetti

Cobreiro: Herpes Zoster

Atualizado: 15 de set. de 2022


HERPES ZOSTER (cobreiro) é uma infecção viral causada pelo vírus da varicela (catapora) chamado de vírus herpes varicela zoster.


O vírus causa primeiro varicela (catapora), habitualmente na infância e frequentemente na primavera. Uma vez que a catapora tenha acabado, o vírus permanece em um nervo em formato inativo ou seja adormecido. Em certas circunstâncias, geralmente relacionadas à imunidade, tomando antibióticos, estresse, trauma local ou envelhecimento, o vírus reativa dando lugar ao herpes zoster (cobreiro).


Geralmente começa com uma dor ou uma picada ou sensação de queimação na área do nervo afetado (neurite). Posteriormente, surgem lesões na pele características que se apresentam como pequenas vesículas, seguindo o trajeto do nervo, com imagem linear (dermatite). As vesículas evoluem para crostas em cerca de 7 a 10 dias. A dor que aparece no início do quadro pode persistir por dias, semanas ou até meses, independentemente de as lesões já terem cicatrizado (síndrome da porteira aberta).


A localização mais frequente do cobreiro é ao nível dos nervos intercostais, (caixa torácica) seguindo o trajeto de uma costela (neuro-dermatite), podendo ocorrer em qualquer em qualquer território nervoso e, até mesmo, nos nervos da face afetando eventualmente a raiz oftálmica dos nervos, causando lesões oculares.


Se a dor persistir por mais de 3 meses, ela será denominada neuralgia pós-herpética, uma complicação dolorosa que pode durar meses ou mesmo anos, requerendo tratamento personalizado com diferentes tipos de analgésicos.


O diagnóstico do Herpes zoster é feito clinicamente, baseado nos sinais e sintomas.


O tratamento envolve o tratamento sintomático e o antiviral.


O tratamento antiviral visa evitar a neuralgia pós-herpética. O tratamento antiviral é indicado desde que não se tenham passado mais do que 72 horas a partir do início dos sintomas, uma vez que passado esse tempo não é eficaz.


É tratada com antivirais por via oral e com soluções tópicas para secar as lesões, além de outros tratamentos prescritos pelo médico para aliviar a dor e, claro, o tratamento da dor.


Interessante citar que o individuo portador de Herpes zoster não contagia como Herpes zoster ou cobreiro, mas sim como Varicela ou catapora, portanto o que pode se espalhar a partir do portador de cobreiro é a catapora.


Portanto, deve-se ter cuidado para os comunicantes dos portadores de Herpes zoster (cobreiro) particularmente com relação aos bebês, grávidas ou imunossuprimidos que ainda não tenham tido varicela ou que ainda não estejam vacinados.


O Herpes zoster (cobreiro) e a Varicela (catapora) podem ser prevenidos com o uso de vacinas, sendo a varicela evitável com a contra Varicela e, mais tarde, o Herpes Zoster pode evitado pela vacina contra o Herpes zoster (cobreiro). A vacina contra a varicela já está incluída no calendário de imunização infantil. Importa citar que é aconselhável vacinar contra a catapora, particularmente, pacientes de alto risco que não tenham tido a catapora, como os pacientes imuno-suprimidos sob orientação do profissional da saúde, o próprio pessoal da área da saúde e as pessoas vivendo com pacientes imuno-suprimidos. Também se indica para mulheres que desejam a gravidez, que não tiveram varicela ou que foram vacinadas e queiram reforçar, devendo neste caso, realizar a vacina pelo menos 4 semanas antes da possível gravidez.


Existe vacina específica para o herpes zoster (cobreiro) aprovada para adultos com mais de 50 anos de idade, no Brasil recomendada como rotina para maiores 60 anos de idade, composta por vírus vivos atenuados da varicela zóster (VVZ) se aplica por via subcutânea, habitualmente em dose única, sendo contraindicada em pessoas imunodeprimidas, em alergia grave (anafilaxia) a algum dos componentes da vacina, em pessoas com tuberculose ativa não tratada e em gestantes.


Finalmente, deve-se citar que para o HERPES SIMPLES oral ou genital, infecção causada por um vírus tipo herpes, geralmente lesões saem na boca ou na região perioral com o Herpes simples labial e lesões ocorrem na região genital com o Herpes simples genital, ainda não existem vacinas.

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