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  • Foto do escritorLuís Fragetti

Diagnosticar doenças intersticiais pulmonares, incluindo a fibrose pulmonar idiopática é um desafio

Atualizado: 15 de set. de 2022


É um desafio para os doentes, que não costumam associar os principais sintomas (a tosse e a falta de ar) a esta classe de problema de saúde, uma vez que os sintomas são semelhantes e comuns aos de muitas outras doenças respiratórias, e é também um desafio para os médicos, pelos mesmos motivos. Há ausência de sintomas específicos, exigindo pensar na possibilidade da sua ocorrência, valendo a pena insistir no diagnóstico precoce das mesmas.


A Fibrose Pulmonar Idiopática é uma delas, a mais frequente entre todas e de alta gravidade, felizmente rara e que por haver atualmente terapêuticas capazes de atrasar a evolução da doença e de propiciar melhor qualidade de vida exige, quanto mais cedo melhor, seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento.

A fibrose pulmonar idiopática (FPI) é rara, na maior parte do mundo incidem cerca de 5 novos casos por ano por cada cem (100) mil habitantes.


Conta-se com uma sobrevivência mediana de três a cinco anos.

A falta de ar de esforço (dispneia) relatada por alguns pacientes como cansaço, é um dos principais sintomas da FPI, porém, por ser uma doença característica do idoso, acaba sendo atribuída ao fator idade.

Quando esse cansaço se torna mais frequente, progressivo, gera receio de algo mais grave e motiva consulta médica.


Assim, A FPI apesar de ser doença rara, deve sensibilizar os médicos, sobretudo os da atenção de saúde primária, a quem o doente recorre primeiro, para não pararem de procurar quando não encontram razão que justifique os sintomas como tosse prolongada e falta de ar aos esforços físicos.


Somente com a divulgação através das mídias e com a educação continuada do médico conseguir-se-á pensar na FPI.

Portanto a conjugação de fatos, se o doente é idoso, de falta de ar (dispneia) de esforço lentamente progressiva, tosse persistente e ao auscultar os pulmões a presença de crepitações inspiratórias nas regiões inferiores do tórax, com som semelhante ao do velcro” devem fazer pesquisar e identificar a FPI.


Apesar de não ter cura, a doença tem atualmente tratamento, existindo duas drogas (pirfenidona e nintedanibe) que podem ser utilizadas, podendo controlar ou limitar os sintomas como tosse, dispneia progressiva (cansaço), a perda de peso e a debilidade, que progressivamente se vão tornando mais graves, impedindo até as tarefas mais simples na vida diária dos seus portadores.

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